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Cinderela

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Em uma casa com uma chaminé alta, morava uma menina chamada Cinderela. Suas mãos estavam sempre sujas de cinzas, mas seu coração era limpo e quentinho. Ela varria o chão de pedra fria e cantava baixinho para os ratinhos que espiavam dos buracos na parede. O cheiro de lenha queimada e de pão velho estava sempre no ar. Um dia, um mensageiro do rei bateu na porta com um convite de papel grosso e selo de cera vermelha. "Um baile no castelo!", gritaram as meias-irmãs de Cinderela, com as vozes agudas. O coração de Cinderela deu um pulo de esperança. Ela imaginou as luzes brilhantes e a música que flutuava como um perfume doce. Com cuidado, Cinderela costurou fitas cor-de-rosa no vestido antigo de sua mãe. "Você acha que pode ir ao baile com esses trapos?", disse a madrasta, com a voz cortante. Suas filhas riram e rasgaram as fitas. Cinderela correu para o jardim, e suas lágrimas quentes caíram sobre as folhas de uma abóbora. De repente, uma luz suave como o luar envolveu o jardim. Uma senhora de olhos brilhantes e um vestido prateado apareceu. "Seque essas lágrimas, criança", disse ela com uma voz que parecia o som de sininhos. Com um toque de sua varinha, a abóbora virou uma carruagem dourada e o vestido rasgado se transformou em um manto de seda azul que brilhava. No castelo, o som dos violinos enchia o salão. O príncipe, ao ver Cinderela, caminhou até ela. Eles dançaram juntos, girando pelo piso de mármore liso como um espelho. Mas o grande relógio da torre começou a tocar. Dong! Dong! Cinderela lembrou-se do aviso e correu para fora. Na pressa, um de seus sapatinhos de cristal ficou para trás na escadaria de pedra. O príncipe o pegou. O sapatinho era pequeno e delicado, e brilhava sob a luz da lua. "Eu encontrarei a dona deste sapato", ele prometeu, segurando-o com cuidado. O príncipe visitou todas as casas do reino. As meias-irmãs de Cinderela tentaram calçar o sapatinho, empurrando seus pés sem sucesso. "Com licença, posso tentar?", perguntou Cinderela, com a voz tímida. O sapato deslizou em seu pé e coube perfeitamente. O príncipe sorriu ao reconhecer os olhos gentis da moça do baile. Ele a levou para o castelo, onde ela nunca mais precisou varrer cinzas. Cinderela aprendeu que a verdadeira magia não estava no vestido ou na carruagem, mas na bondade que ela sempre guardou em seu coração, que agora brilhava mais que qualquer sapatinho de cristal.
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