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Chapeuzinho Vermelho

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Numa casinha de paredes brancas e janelas floridas, vivia uma menina doce com um capuz vermelho. O tecido era macio como veludo e tinha a cor de um morango maduro de verão. A sua mãe chamou-a com uma voz suave: "Leva esta cesta à avó, por favor". Dentro da cesta, o cheirinho doce de bolo de laranja misturava-se com o aroma do pão quentinho. Chapeuzinho Vermelho despediu-se com um beijo e entrou na floresta. O sol pintava o chão com manchas douradas e os pássaros cantavam melodias doces por entre as folhas verdes. A mamãe tinha avisado: "Siga sempre pelo caminho e não fale com estranhos". O ar fresco cheirava a terra molhada e a pinhas, e Chapeuzinho caminhava a saltitar. De repente, um lobo de pelo cinzento e olhos amarelos brilhantes apareceu ao seu lado. A sua voz era um sussurro macio, quase como o vento. "Olá, menina. Onde vai com tanta pressa?" Chapeuzinho, maravilhada com as flores silvestres, esqueceu-se do conselho da mãe e respondeu: "Vou a casa da minha avó, que está doente." O lobo sorriu, mostrando a ponta dos seus dentes brancos. "Veja que lindas flores ali! Por que não apanha algumas para ela?" Enquanto Chapeuzinho se distraía a colher um ramo de flores azuis e amarelas, o lobo correu por um atalho que só ele conhecia. Ele chegou à casa da avó primeiro e escondeu-a, muito quietinha, dentro de um armário. Quando Chapeuzinho chegou, a porta estava apenas encostada. Ela entrou devagarinho e encontrou a avó deitada na cama, coberta até ao nariz. "Avó, que orelhas tão grandes!", disse ela, aproximando-se. "São para te ouvir melhor, minha querida", respondeu o lobo, disfarçando a voz. "E que boca tão grande...", sussurrou a menina, sentindo um arrepio. "É para... te dar um grande susto!", rosnou o lobo, saltando da cama. Mas, nesse exato momento, um caçador que passava por ali ouviu o barulho. Ele abriu a porta com firmeza e, com a sua voz forte, gritou: "Lobo matreiro, deixe esta casa em paz!" O lobo, assustado, fugiu pela janela e nunca mais foi visto naquele bosque. O caçador ajudou a verdadeira avó a sair do armário. Ela abraçou a neta com força, e as suas mãos eram quentes e seguras. Os três sentaram-se à mesa para comer o bolo de laranja, cujo cheiro doce encheu toda a pequena casa. O chá fumegava nas chávenas, aquecendo os seus corações. Enquanto saboreava o bolo, Chapeuzinho olhou para o rosto sorridente da sua avó. Ela entendeu que o amor e o cuidado também significam ouvir quem nos quer bem. A partir daquele dia, ela soube que o caminho mais seguro, guiado pelos conselhos da mamãe, era sempre o melhor caminho para encontrar um final feliz.
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